Na ponta do sal a querer tocar no mar " Vamos saltar! " dizias tu . E numa voz calma com um sorriso leve eu dizia que sim , dizia que vamos saltar e caminhar os dois em direção ao horizonte . Bem , cá estamos nós , no nosso segundo horizonte de muitos . Cá estamos nós num mundo a dois vivido a cada segundo e a cada momento . Um almoço , uma tarde , um horizonte fez com que tudo fosse diferente . Dou graças a nós por termos feito com que esse momento existisse e que fosse tão especial como foi . Dou graças a quase termos perdido o comboio . Dou graças a teres ouvido cada palavra e cada conselho que te dei . Porque , graças a tudo isto , somos almas partilhadas .
Não posso dizer que tenha sido fácil , mas difícil tambem não foi . Temos as nossas turras e as nossas brutalidades , mas com um pouco de conversa , mimos e trocas de olhares acabamos sempre por voltar ao nosso amor incondicional e fofinho . Tenho orgulho de quem somos , daquilo que partilhamos e das lições que ensinamos um ao outro .
Desde o principio que prometi proteger-te , amar-te , compreender-te e acima de tudo fazer te feliz . Não quebro a minha promessa nem pela mais importante das razões , pode cair me meio mundo em cima , primeiro pergunto se estas bem e só depois do "sim" é que me revolto contra tudo o que vier . Pode vir meio mundo para cima de ti , que vão ter que se deparar com o gigante primeiro e se por algum motivo vier um " apetece me matar alguém! " coitado ....
Olhos de mel e cabelos de ouro , ossos malucos e elasticidade anormal , amor de loucos e abraços de coração cheio , é parte de mim e parte da minha vida . Foi amor à primeira vista , mesmo não estando no meu campo de visão . Chama-se leonor , tem olhos de mel e pertence-lhe o meu coração .
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Silenciosamente caminho
Silenciosamente caminho
num trilho que já percorri
e que reconheço. Conhecendo-me,
como o silêncio em que caminho.
Divago , falando comigo próprio
e com todos os que me conheço.
Deambulando a um novo começo
que agarro com todo o apreço, de
uma alma que outrora perdi .
Não sei se são garras
que já tive ,
ou em que garra eu
esmoreci ,
Mas sei que
houve um tempo
em que caminhava
com alma , silenciosamente,
com muita calma .
Nesse tempo em que eu me
perdi .
num trilho que já percorri
e que reconheço. Conhecendo-me,
como o silêncio em que caminho.
Divago , falando comigo próprio
e com todos os que me conheço.
Deambulando a um novo começo
que agarro com todo o apreço, de
uma alma que outrora perdi .
Não sei se são garras
que já tive ,
ou em que garra eu
esmoreci ,
Mas sei que
houve um tempo
em que caminhava
com alma , silenciosamente,
com muita calma .
Nesse tempo em que eu me
perdi .
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